Droit Processuel : La surdité symbolique des tribunaux et l’état d’exception processuel – Murillo Gutier

La surdité symbolique des tribunaux et l’état d’exception processuel

Critique du décisionnisme dans le rejet systématique des embargos declaratórios (Recours Déclaratoires)

Prof. Murillo Gutier
E-mail: murillo@gutier.adv.br


Résumé

Le présent article examine de manière critique une pathologie institutionnelle du droit processuel brésilien : le rejet systématique des recours déclaratoires (embargos de declaração) par des formules standardisées et génériques, sans examen du contenu concret du recours. Cette pratique – la jurisprudence défensive (jurisprudência defensiva) – vide l’institution de sa fonction constitutionnelle et crée une divergence entre le droit formel et la pratique juridictionnelle effective.

L’analyse s’appuie sur trois registres théoriques complémentaires : la violence symbolique (Slavoj Žižek), qui permet d’identifier une surdité institutionnelle en deçà de toute agression visible ; l’état d’exception (Giorgio Agamben), qui décrit la suspension de la norme processuelle sans son abrogation formelle ; et le décisionnisme (Carl Schmitt), qui éclaire l’attitude du juge qui décide a priori, sans la charge argumentative de la norme.

L’étude examine l’asymétrie cognitive entre l’avocat et le magistrat, le sophisme de l’inutilité de l’examen intégral, la triple violation du contradictoire (droit d’expression, droit d’influence et interdiction de la décision-surprise), les décisions-fantômes, le décisionnisme schmittien dans la souveraineté processuelle du juge, ainsi que les effets systémiques de la disqualification des recours déclaratoires. Des propositions concrètes de requalification de l’institution sont formulées en conclusion.

Mots-clés : recours déclaratoire – surdité symbolique – état d’exception processuel – décisionnisme – jurisprudence défensive – violence symbolique – devoir de motivation – contradictoire

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Prozessrecht: Die symbolische Taubheit der Gerichte und der prozessuale Ausnahmezustand – Murillo Gutier

Die symbolische Taubheit der Gerichte und der prozessuale Ausnahmezustand

Kritik am Dezisionismus bei der systematischen Abweisung der Erläuterungsbeschwerde (Embargos de Declaração)

Prof. Murillo Gutier
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Zusammenfassung

Die vorliegende Arbeit befasst sich kritisch mit einer institutionellen Pathologie des brasilianischen Prozessrechts: der systematischen Zurückweisung der Erläuterungsbeschwerde (embargos de declaração) durch standardisierte, pauschale Formeln, ohne den konkreten Beschwerdeinhalt zu prüfen. Diese Praxis – die sogenannte defensive Rechtsprechung (jurisprudência defensiva) – entleert das Institut seiner verfassungsrechtlichen Funktion und schafft eine Diskrepanz zwischen formellem Recht und realer Justizpraxis.

Die Analyse erfolgt durch drei einander ergänzende theoretische Register: die symbolische Gewalt (Slavoj Žižek), die es erlaubt, eine institutionelle Taubheit vor jeder sichtbaren Aggression zu identifizieren; der Ausnahmezustand (Giorgio Agamben), der die Suspendierung der prozessualen Norm ohne deren formelle Aufhebung beschreibt; und der Dezisionismus (Carl Schmitt), der die Haltung des Richters erhellt, der a priori, ohne die argumentative Last der Norm, entscheidet.

Die Arbeit untersucht dabei die kognitive Asymmetrie zwischen Anwalt und Richter, das Trugbild der Entbehrlichkeit umfassender Prüfung, die dreifache Verletzung des rechtlichen Gehörs, die Phantomentscheidungen, den schmittschen Dezisionismus in der prozessualen Souveränität des Richters sowie die systemischen Wirkungen der Entwertung der Erläuterungsbeschwerde. Abschließend werden konkrete Vorschläge zur Requalifizierung des Instituts formuliert.

Schlüsselwörter: Erläuterungsbeschwerde – Symbolische Taubheit – Prozessualer Ausnahmezustand – Dezisionismus – Defensive Rechtsprechung – Symbolische Gewalt – Begründungspflicht – Rechtliches Gehör


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Direito Constitucional: Organização do Estado Brasileiro – Análise Estrutural – Murillo Gutier

Direito Constitucional – Organização do Estado Brasileiro

Análise Estrutural

Prof. Murillo Gutier
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Resumo

O presente artigo examina a organização do Estado brasileiro a partir de uma análise estrutural das quatro categorias fundamentais que definem a arquitetura constitucional de qualquer nação: forma de Estado (centralizada ou descentralizada), forma de governo (República ou Monarquia), sistema de governo (presidencialismo ou parlamentarismo) e regime político (democracia ou autocracia). Aplicado o método ao caso brasileiro, o Brasil se configura simultaneamente como Estado Federado, República, presidencialista e democrático. O estudo abrange, ainda, o panorama geral das formas de Estado – incluindo o Estado Unitário, a Confederação e o Estado Regional –, a República como cláusula pétrea implícita, o presidencialismo de coalizão e os três modelos de democracia em Habermas (liberal, republicano e procedimentalista). Na segunda parte, aprofunda-se a análise da República Federativa do Brasil, examinando o conceito e os fundamentos do Estado Federal, as características e classificações do federalismo, a evolução histórica do federalismo brasileiro, a autonomia dos entes federativos (auto-organização, autogoverno e autoadministração), a intervenção federal e estadual, o papel do Município e as técnicas de repartição de competências (horizontal e vertical, administrativas e legislativas). O trabalho inclui quadros sinóticos e tabelas de precedentes do STF e do STJ sobre o tema.

Palavras-chave: Direito Constitucional; Organização do Estado; Forma de Estado; Forma de Governo; Sistema de Governo; Regime Político; Federalismo Brasileiro; Repartição de Competências; Estado Federal; República; Presidencialismo; Democracia.


Sumário

1. Categorias Fundamentais da Organização Estatal. 1.1. Forma de Estado: a distribuição territorial do poder. 1.1.1. Panorama geral das formas de Estado. 1.1.2. Estado Federado. 1.1.3. Confederação. 1.1.4. Estado Unitário (Simples, Desconcentrado e Descentralizado). 1.1.5. Estado Regional. 1.2. Formas de Governo. 1.2.1. República. 1.2.1.1. A República como cláusula pétrea implícita. 1.2.2. Monarquia. 1.3. Sistemas de Governo. 1.3.1. Presidencialismo. 1.3.1.1. O presidencialismo de coalizão: a peculiaridade brasileira. 1.3.2. Parlamentarismo. 1.4. Regime Político. 1.4.1. Aprofundamento: os três modelos de democracia em Habermas (Liberal, Republicano, Procedimentalista e o caso brasileiro). 2. A República Federativa do Brasil. 2.1. O Estado Federal: conceito e fundamentos. 2.1.1. Federalismo e Confederação: distinções essenciais. 2.2. Características do Federalismo. 2.3. Classificações do Federalismo. 2.4. O Federalismo Brasileiro. 2.4.1. Evolução histórica. 2.4.2. O federalismo na Constituição de 1988. 2.4.3. Autonomia dos entes federativos: tríplice capacidade. 2.4.4. Intervenção federal e estadual. 2.4.5. O Município no federalismo brasileiro. 2.4.6. Centralização versus autonomia. 2.5. Técnicas de Repartição de Competências. Quadros Sinóticos. Tabelas de Precedentes do STF e STJ. Referências.


Fonte

GUTIER, Murillo Sapia. Instituições de Direito Constitucional. Volume III, Tomo I: Organização do Estado. Uberaba: Müller & Wolff Verlag, 2026.


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The Homelander in Judicial Robes: a symbolic reflection on unrestrained power in constitutional democracy – Murillo Gutier

The Homelander in Judicial Robes

A symbolic reflection on unrestrained power in constitutional democracy

Prof. Murillo Gutier
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Abstract

This article examines the figure of Homelander from the series The Boys as a critical metaphor for the dynamics of unrestrained institutional power in constitutional democracy. The central thesis holds that the fictional character – a tyrant disguised as a hero who claims to defend democracy while undermining its foundations – serves as an illuminating mirror for certain attitudes observed in the contemporary Supremo Tribunal Federal (STF). The analysis draws upon the concepts of institutional salvationism, constitutional hybris, and moral solipsism to shed light on the dangers of a judiciary without effective checks.

The study introduces the concept of egoic self-restraint – a psychic precondition that precedes juridical self-restraint (judicial self-restraint), designating the adjudicator’s capacity to recognize that he is not the measure of the just. When this inner brake fails, moral solipsism ensues, in which the adjudicator treats his own conscience as the exclusive source of juridicity and the Law degenerates into a monologue disguised as jurisdiction. The essay further analyzes selective consequentialism and rhetorical cynicism as instruments for legitimizing arbitrary decisions.

In conclusion, it is argued that the “Homelander in judicial robes” is not an individual figure but a structural position that may be occupied by any actor who succumbs to the temptation of believing himself indispensable. The work advocates for the restoration of epistemic humility as a constitutional virtue, and emphasizes that mature democracies rest upon structures, not upon personalities deemed providential. Judicial self-restraint and collegiality are reaffirmed as indispensable preconditions of the democratic rule of law.

Keywords: Homelander; The Boys; STF; Juristocracy; Ministrocracy; Egoic Self-Restraint; Moral Solipsism; Constitutional Hybris; Institutional Salvationism; Judicial Self-Restraint; Epistemic Humility; Rhetorical Cynicism; Silent Erosion.


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Der Homelander in der Robe: eine symbolische Reflexion über ungezügelte Macht in der konstitutionellen Demokratie – Murillo Gutier

Der Homelander in der Robe

Eine symbolische Reflexion über ungezügelte Macht in der konstitutionellen Demokratie

Prof. Murillo Gutier
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Zusammenfassung

Der vorliegende Aufsatz untersucht die Figur des Homelander aus der Serie The Boys als kritische Metapher für die Dynamik ungezügelter institutioneller Macht in der konstitutionellen Demokratie. Im Mittelpunkt steht die These, dass der fiktionale Charakter – ein als Held getarnter Tyrann, der Demokratie zu verteidigen vorgibt, während er ihre Grundlagen untergräbt – als erhellender Spiegel für bestimmte Haltungen im zeitgenössischen Supremo Tribunal Federal (STF) dient. Die Analyse stützt sich auf die Begriffe des institutionellen Salvationismus, der konstitutionellen Hybris und des moralischen Solipsismus, um die Gefahren einer Justiz ohne wirksame Kontrollmechanismen zu beleuchten.

Die Studie führt den Begriff der egoischen Selbstbeschränkung ein – eine der juristischen Selbstbeschränkung (judicial self-restraint) vorgelagerte psychische Voraussetzung, die die Fähigkeit des Richters bezeichnet, anzuerkennen, dass er nicht das Maß des Gerechten ist. Wenn diese innere Bremse versagt, entsteht ein moralischer Solipsismus, in dem der Richter sein eigenes Gewissen als ausschließliche Quelle der Rechtlichkeit behandelt und das Recht zu einem als Rechtsprechung getarnten Monolog degeneriert. Der Aufsatz analysiert ferner den selektiven Konsequentialismus und den rhetorischen Zynismus als Instrumente der Legitimierung willkürlicher Entscheidungen.

Abschließend wird argumentiert, dass der „Homelander in der Robe” keine Einzelfigur, sondern eine strukturelle Position darstellt, die von jedem Akteur besetzt werden kann, der der Verführung erliegt, sich für unentbehrlich zu halten. Die Arbeit plädiert für die Wiederherstellung der epistemischen Demut als konstitutionelle Tugend und betont, dass gereifte Demokratien sich auf Strukturen stützen, nicht auf als providenziell geltende Persönlichkeiten. Die richterliche Selbstbeschränkung und die Kollegialität werden als unverzichtbare Voraussetzungen des demokratischen Rechtsstaats bekräftigt.

Schlüsselwörter: Homelander; The Boys; STF; Juristocracia; Ministrocracia; Egoische Selbstbeschränkung; Moralischer Solipsismus; Konstitutionelle Hybris; Institutioneller Salvationismus; Judicial Self-Restraint; Richterliche Selbstbeschränkung; Epistemische Demut; Rhetorischer Zynismus.


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Le Supremo Tribunal Federal à la lumière de la théorie agambenienne : une relecture critique de la Cour suprême fédérale du Brésil comme souverain en toge – Murillo Gutier

Le Supremo Tribunal Federal à la lumière de la théorie agambenienne

Une relecture critique de la Cour suprême fédérale du Brésil comme souverain en toge

Prof. Murillo Gutier
E-mail: murillo@gutier.adv.br


Résumé

Le présent article examine l’activité du Supremo Tribunal Federal (STF) sous l’angle de la philosophie politique de Giorgio Agamben. La thèse centrale est que la cour constitutionnelle brésilienne s’est transformée en un souverain agambenien, capable de décider de l’état d’exception et de fixer les frontières de l’ordre constitutionnel selon sa propre appréciation. L’analyse s’appuie sur les concepts d’Homo Sacer, de ban et de vie nue pour examiner la dynamique de l’exercice du pouvoir par le tribunal.

L’étude démontre que le STF exerce une souveraineté décentralisée, dans laquelle des ministres individuels agissent comme des décideurs autonomes, outrepassant les limites de leur compétence constitutionnelle. Ce phénomène, désigné sous le nom de ministrocratie, est étroitement lié à la logique de la souveraineté décrite par Agamben, selon laquelle le souverain se situe simultanément à l’intérieur et à l’extérieur de l’ordre juridique. Le travail examine également le concept de constitutionnalisation symbolique et sa signification pour la compréhension de la réalité constitutionnelle brésilienne.

En conclusion, il est soutenu que la juristocratie du STF constitue une forme d’état d’exception institutionnel, dans lequel le tribunal sape la séparation démocratique des pouvoirs et s’établit comme instance politique suprême. L’étude conclut que la théorie agambenienne offre un instrument analytique précieux pour éclairer de manière critique la crise constitutionnelle actuelle du Brésil et le rôle du STF, ainsi que pour mettre en lumière les dangers d’une souveraineté judiciaire incontrôlée.

Mots-clés : État d’exception ; Souveraineté ; Vie nue ; Giorgio Agamben ; Homo Sacer ; Ban ; STF ; Juristocratie ; Ministrocratie ; Souveraineté décentralisée ; Constitutionnalisation symbolique ; Souverain agambenien ; Souverain en toge ; Antirépublicanisme suprême.


Le STF à la lumière de la théorie agambenienne - PDF (71 downloads )

Der STF im Lichte der agambenschen Theorie: eine kritische Neulektüre des brasilianischen talartragenden Souveräns – Murillo Gutier

Der STF im Lichte der agambenschen Theorie

Eine kritische Neulektüre des brasilianischen talartragenden Souveräns

Prof. Murillo Gutier
E-mail: murillo@gutier.adv.br


Zusammenfassung

Der vorliegende Aufsatz untersucht die Tätigkeit des Supremo Tribunal Federal (STF) unter dem Blickwinkel der politischen Philosophie Giorgio Agambens. Im Mittelpunkt steht die These, dass sich das brasilianische Verfassungsgericht zu einem agambenschen Souverän entwickelt hat, der in der Lage ist, über den Ausnahmezustand zu entscheiden und die Grenzen der verfassungsmäßigen Ordnung nach eigenem Ermessen festzulegen. Die Untersuchung stützt sich auf die Begriffe des Homo Sacer, des Bando und des nackten Lebens, um die Dynamik der Machtausübung durch das Gericht zu analysieren.

Die Analyse zeigt, dass der STF eine dezentralisierte Souveränität ausübt, bei der einzelne Minister als autonome Entscheidungsträger agieren und dabei die Grenzen ihrer verfassungsmäßigen Zuständigkeit überschreiten. Dieses Phänomen, das als Ministrocracia bezeichnet wird, steht in engem Zusammenhang mit der von Agamben beschriebenen Logik der Souveränität, bei der der Souverän zugleich innerhalb und außerhalb der Rechtsordnung steht. Die Arbeit untersucht ferner das Konzept der symbolischen Konstitutionalisierung und dessen Bedeutung für das Verständnis der brasilianischen Verfassungswirklichkeit.

Abschließend wird argumentiert, dass die Juristocracia des STF eine Form des institutionellen Ausnahmezustands darstellt, in der das Gericht die demokratische Gewaltenteilung untergräbt und sich als oberste politische Instanz etabliert. Die Studie kommt zu dem Ergebnis, dass die agambensche Theorie ein wertvolles analytisches Instrument bietet, um die gegenwärtige Verfassungskrise Brasiliens und die Rolle des STF darin kritisch zu beleuchten und die Gefahren einer unkontrollierten richterlichen Souveränität aufzuzeigen.

Schlüsselwörter: Ausnahmezustand; Souveränität; Nacktes Leben; Giorgio Agamben; Homo Sacer; Bando; STF; Juristocracia; Ministrocracia; Dezentralisierte Souveränität; Symbolische Konstitutionalisierung; Agambenscher Souverän.


Der STF im Lichte der agambenschen Theorie - PDF (51 downloads )

The Criminal Law of the Enemy in the Federal Supreme Court: a critical analysis of the contemporary practice of the Brazilian Supreme Court – Murillo Gutier

The Criminal Law of the Enemy in the Federal Supreme Court

A critical analysis of the contemporary practice of the Brazilian Supreme Court

Prof. Murillo Gutier
E-mail: murillo@gutier.adv.br


Abstract

This article examines the contemporary practice of the Brazilian Federal Supreme Court (STF) through three theoretical perspectives: Günther Jakobs‘s Criminal Law of the Enemy (Feindstrafrecht), Eugenio Raúl Zaffaroni‘s critical analysis of the structural selectivity of the criminal system, and the historical-comparative examination of Nazi criminal law doctrine. Part I establishes the methodological standpoint: an exercise in constitutional vigilance that constitutes neither institutional hostility toward the STF nor a defense of coup-mongering, but rather seeks to name the dogmatic mobilizations of punitive power.

Parts II through V develop the three analytical perspectives: Jakobs’s conceptual architecture of the Feindstrafrecht with its three structural pillars (anticipation of punishability, disproportionality of penalties, procedural flexibilization), the Zaffaronian critique of the enemy as an absolutist remnant and the thesis of structural selectivity from In Search of Lost Penalties, and the Nazi legacy of dogmatic structures — Volksgemeinschaft, Willensstrafrecht, gesundes Volksempfinden, Tätertyp, Volksgerichtshof, and Unternehmen — that persist in attenuated forms.

Part VI applies the three perspectives to the relevant STF precedents (Inquiry No. 4,781, ADPF 572, AP 1060, AP 2508, AP 2668), identifies seven structural homologies with Nazi criminal law, and draws the essential distinction: it is a difference of degree, not one of structure. Part VII answers the three central questions: the STF has partially adopted the Jakobsian model, fully reproduced Zaffaroni’s selectivity model, and mobilized Nazi dogmatic structures without sharing their axiological content. The conclusion is an exercise in strict constitutional vigilance in the Zaffaronian sense.

Keywords: Criminal Law of the Enemy; Criminal Law of the Citizen; Günther Jakobs; Eugenio Raúl Zaffaroni; Structural Selectivity; STF; Cognitive Guarantee; Volksgemeinschaft; Willensstrafrecht; Tätertyp; Police State; Nazi Criminal Law Doctrine; Defensive Democracy.


The Criminal Law of the Enemy in the Federal Supreme Court – Murillo Gutier (95 downloads )

Le droit pénal de l’ennemi à la Cour suprême fédérale brésilienne : une analyse critique de la pratique contemporaine du Suprême Tribunal Fédéral brésilien – Murillo Gutier

Le droit pénal de l’ennemi à la Cour suprême fédérale brésilienne

Une analyse critique de la pratique contemporaine du Suprême Tribunal Fédéral brésilien

Prof. Murillo Gutier
E-mail: murillo@gutier.adv.br


Résumé

Le présent article examine la pratique contemporaine du Supremo Tribunal Federal (STF) brésilien à travers trois perspectives théoriques : le droit pénal de l’ennemi (Feindstrafrecht) de Günther Jakobs, l’analyse critique de la sélectivité structurelle du système pénal selon Eugenio Raúl Zaffaroni, et l’examen historico-comparatif de la dogmatique pénale national-socialiste. La Partie I établit le point de départ méthodologique : un exercice de vigilance constitutionnelle qui ne constitue ni une hostilité institutionnelle envers le STF, ni une défense du putschisme, mais vise à nommer les mobilisations dogmatiques du pouvoir pénal.

Les Parties II à V déploient les trois perspectives analytiques : l’architecture jakobsienne du Feindstrafrecht avec ses trois piliers structurels (anticipation de la punissabilité, disproportion des peines, assouplissement procédural), la critique zaffaronienne de l’ennemi comme survivance absolutiste et la thèse de la sélectivité structurelle tirée d’Em busca das penas perdidas, ainsi que l’héritage national-socialiste de structures dogmatiques — Volksgemeinschaft, Willensstrafrecht, gesundes Volksempfinden, Tätertyp, Volksgerichtshof et Unternehmen — qui persistent sous des formes atténuées.

La Partie VI applique les trois perspectives aux précédents pertinents du STF (INQ 4.781, ADPF 572, AP 1060, AP 2508, AP 2668), identifie sept homologies structurelles avec le droit pénal national-socialiste et dégage la différence essentielle : il s’agit d’une différence de degré, non d’une identité de structure. La Partie VII répond aux trois questions centrales : le STF a partiellement adopté le modèle jakobsien, pleinement reproduit le modèle de sélectivité de Zaffaroni et mobilisé des structures dogmatiques national-socialistes sans en partager le contenu axiologique. La conclusion est un exercice de stricte vigilance constitutionnelle au sens de Zaffaroni.

Mots-clés : Droit pénal de l’ennemi ; Droit pénal du citoyen ; Günther Jakobs ; Eugenio Raúl Zaffaroni ; Sélectivité structurelle ; STF ; Garantie cognitive ; Volksgemeinschaft ; Willensstrafrecht ; Tätertyp ; État policier ; Dogmatique pénale national-socialiste.


Le droit pénal de l'ennemi à la Cour suprême fédérale brésilienne – Murillo Gutier (49 downloads )

Das Feindstrafrecht im brasilianischen Bundesgerichtshof: eine kritische Analyse der zeitgenössischen Praxis des Obersten Brasilianischen Gerichtshofs – Murillo Gutier

Das Feindstrafrecht im brasilianischen Bundesgerichtshof

Eine kritische Analyse der zeitgenössischen Praxis des Obersten Brasilianischen Gerichtshofs

Prof. Murillo Gutier
E-mail: murillo@gutier.adv.br


Zusammenfassung

Der vorliegende Aufsatz untersucht die zeitgenössische Praxis des brasilianischen Supremo Tribunal Federal (STF) anhand dreier theoretischer Perspektiven: des Feindstrafrechts von Günther Jakobs, der kritischen Analyse der strukturellen Selektivität des Strafrechtssystems nach Eugenio Raúl Zaffaroni und der historisch-vergleichenden Untersuchung der nationalsozialistischen Strafrechtsdogmatik. Teil I bestimmt den methodischen Standort: eine Übung konstitutioneller Wachsamkeit, die weder institutionelle Feindseligkeit noch Verteidigung des Putschtums darstellt, sondern die dogmatischen Mobilisierungen der Strafgewalt zu benennen sucht.

Die Teile II bis V entfalten die drei analytischen Perspektiven: die jakobssche Architektur des Feindstrafrechts mit ihren drei strukturellen Säulen (Vorverlagerung der Strafbarkeit, Unverhältnismäßigkeit der Strafen, prozessuale Flexibilisierung), die zaffaronische Kritik des Feindes als absolutistisches Überbleibsel und die These der strukturellen Selektivität aus Em busca das penas perdidas, sowie das nationalsozialistische Erbe dogmatischer Strukturen — Volksgemeinschaft, Willensstrafrecht, gesundes Volksempfinden, Tätertyp, Volksgerichtshof und Unternehmen —, die in abgeschwächten Formen fortbestehen.

Teil VI wendet die drei Perspektiven auf die einschlägigen Präzedenzfälle des STF an (INQ 4.781, ADPF 572, AP 1060, AP 2508, AP 2668), identifiziert sieben strukturelle Homologien mit dem nationalsozialistischen Strafrecht und arbeitet den wesentlichen Unterschied heraus: Es handelt sich um einen Gradunterschied, nicht um eine Strukturidentität. Teil VII beantwortet die drei zentralen Fragen: Der STF hat das jakobssche Modell teilweise übernommen, das zaffaronische Selektivitätsmodell vollständig reproduziert und sich nationalsozialistischer Praktiken in dogmatischer, nicht axiologischer Struktur bedient. Die Schlussfolgerung ist eine Übung strenger konstitutioneller Wachsamkeit im Sinne Zaffaronis.

Schlüsselwörter: Feindstrafrecht; Bürgerstrafrecht; Günther Jakobs; Eugenio Raúl Zaffaroni; Strukturelle Selektivität; STF; Kognitive Garantie; Volksgemeinschaft; Willensstrafrecht; Tätertyp; Polizeistaat; Nationalsozialistische Strafrechtsdoktrin.


Das Feindstrafrecht im brasilianischen Bundesgerichtshof – Murillo Gutier (73 downloads )